Humanæ: beleza da pele humana em todas cores

Humanæ: beleza da pele humana em todas cores

Nós que trabalhamos com design todos os dias usando ferramentas como escalas de cores sempre enxergamos os diferentes tons de cores no mundo real e ficamos imaginando como seriam seus equivalentes descritos pela escala Pantone®. A própria entendeu isso e vive lançando produtos usando seus códigos de cores, muitas vezes para serem usados como decoração de escritórios de design, agências de propaganda, entre outros. Mas e se a escala Pantone® fosse usada para desvendar, descrever, com precisão, as quase infinitas tonalidades de pele dos humanos espalhados pelo nosso planeta? Muita gente já pensou isso, muitos já o fizeram como piada ou graça na internet. Mas uma fotógrafa brasileira foi além e usou essa ideia para algo maravilhoso: assim surge o projeto Humanæ. O projeto Humanæ Em sua apresentação no TED a fotógrafa Angelica Dass apresenta seu projeto Humanæ, onde ela desafia nossa ideia de cor de pele e identidade étnica e mostra, com muita emoção, sua história e como a multiplicidade étnica e a variedade de cores em sua própria família serviu de inspiração para o projeto que hoje transcende a arte e passou a integrar estudos de diversas áreas como antropologia, física a neurociências. Em suas palavras: O Humanæ é uma tentativa de ressaltar nossa verdadeira cor, em vez das não verdadeiras – branco, vermelho, preto ou amarelo -, associadas a raça. É meio que um jogo que questiona nossas regras. É um trabalho em construção, de uma história pessoal a uma global. Assistam a apresentação forte, emocional e muito inspirada de Angélica Dass e seu projeto fotográfico que ajuda pessoas a entenderem a si mesmos e como...

John Mayer e como fazer da capa do disco uma obra de arte atemporal

Foi exatamente o que John Mayer queria fazer com o seu álbum Born & Raised, traduzir a característica da sua música em um visual único e com um primor artístico acima do comum nestes tempos de estratégias mirabolantes de lançamento, mudanças de comportamento polêmicas ou videoclips inovadores. E depois de muita busca entre artistas modernos da era digital ele descobriu David A. Smith, um artista britânico especializado em sinalização e na fina arte da gravura reversa com vidro. Este making of mostra o trabalho de Smith e Mayer para criar a arte da capa do disco e ainda dois painéis únicos em vidro, um deles curvo. O próprio músico teve o insight de investir na arte da capa do álbum e não em outras mídias por ela ser o ponto de contato constante do seu público com sua obra, aparecendo com destaque nas lojas online, telas de celulares e tocadores de mp3, quase onipresente e por isso resgatando da época do vinil a preocupação com a arte da capa. Inspiração A inspiração veio das antigas artes rebuscadas da virada do século 19 de letreiros, cartazes e publicidades, já consideradas uma arte perdida, efêmera. Era o máximo da habilidade de artistas a serviço de materiais que teriam vida curta como embalagens e sinalizações, mas acabaram resistindo ao tempo e tornando-se arte novamente.     Quem acompanha o programa Caçadores de Relíquias pode ver o quanto nos Estados Unidos isso é considerado importante e até colecionável. E nesse documentário que acompanha a produção da capa do disco e alguns presentes inestimáveis para o cantor é possível se encantar com a habilidade...