Mantenha a calma e a concentração com a ajuda do Moby

Mantenha a calma e a concentração com a ajuda do Moby

Vivemos em um mundo cheio de ruídos e interferências que nos distanciam de uma profundidade de pensamento que faz muita falta no dia a dia e, principalmente, para quem trabalha com criatividade a concentração é de extrema importância. Redes sociais, conversas paralelas, telefones, televisão e até mesmo nossa mente inquieta são alguns dos ruídos que podem atrapalhar o nosso desempenho diário tirando nossa concentração. Principalmente pra quem trabalha com criação, de qualquer tipo. Sempre surgem na internet posts pregando que ouvir música enquanto trabalha atrapalha na concentração e como isso deveria ser deixado de lado. Uma coisa que aprendi com a minha experiência em quase 20 anos de trabalho dentro de agência me provou que isso é extremamente relativo, cada pessoa funciona de um jeito e eu sou o contrário do que esses estudos apontam: certos tipos de música tem o poder de aumentar nossa concentração na execução do trabalho, por nos isolar dos ruídos externos e de qualquer interferência que nos tiraria do foco total. Como fazer: Escolha um bom fone de ouvido (aqueles de concha são mais confortáveis), coloque uma seleção de músicas em outro idioma ou sem vocais, que você goste mas não tanto a ponto de se tornar uma distração e aproveite esse momento de isolamento para se focar no que precisa fazer. Porcelain – do álbum Play de 1999 Aí que entra nosso amigo Moby! Muitos discos do cara fazem parte da minha lista de músicas aprovadas para foco total, começando pelo idioma: quem já tentou escrever ou manter uma linha de raciocínio ouvindo uma música com letra em português? É que nem tentar...

John Mayer e como fazer da capa do disco uma obra de arte atemporal

Foi exatamente o que John Mayer queria fazer com o seu álbum Born & Raised, traduzir a característica da sua música em um visual único e com um primor artístico acima do comum nestes tempos de estratégias mirabolantes de lançamento, mudanças de comportamento polêmicas ou videoclips inovadores. E depois de muita busca entre artistas modernos da era digital ele descobriu David A. Smith, um artista britânico especializado em sinalização e na fina arte da gravura reversa com vidro. Este making of mostra o trabalho de Smith e Mayer para criar a arte da capa do disco e ainda dois painéis únicos em vidro, um deles curvo. O próprio músico teve o insight de investir na arte da capa do álbum e não em outras mídias por ela ser o ponto de contato constante do seu público com sua obra, aparecendo com destaque nas lojas online, telas de celulares e tocadores de mp3, quase onipresente e por isso resgatando da época do vinil a preocupação com a arte da capa. Inspiração A inspiração veio das antigas artes rebuscadas da virada do século 19 de letreiros, cartazes e publicidades, já consideradas uma arte perdida, efêmera. Era o máximo da habilidade de artistas a serviço de materiais que teriam vida curta como embalagens e sinalizações, mas acabaram resistindo ao tempo e tornando-se arte novamente.     Quem acompanha o programa Caçadores de Relíquias pode ver o quanto nos Estados Unidos isso é considerado importante e até colecionável. E nesse documentário que acompanha a produção da capa do disco e alguns presentes inestimáveis para o cantor é possível se encantar com a habilidade...